mais longe, juntos
Explore os capítulos do Relatório Anual de Informações 2025 da FASC Prev, enquanto acompanha toda a nossa jornada de hike.
Jornada Hike
A Jornada HIKE traduz, de forma simbólica, a maneira como a FASC constrói sua atuação: com planejamento, constância, cuidado e visão de longo prazo. Assim como em uma trilha, avançar exige preparo, atenção ao percurso e, principalmente, a consciência de que decisões feitas hoje impactam diretamente o amanhã.
Escolher caminhar é decidir um destino, compreendendo o percurso, o ritmo possível e os cuidados necessários ao longo do trajeto. Em uma trilha, assim como em decisões importantes da vida, é preciso ter consciência do que se busca e do tempo que será dedicado a essa construção. A Jornada HIKE nasce dessa lógica. Uma caminhada feita em dupla ou em equipe, em que cada passo importa e ninguém avança sozinho. Compartilhar o percurso significa observar, apoiar, ajustar o ritmo e seguir com mais segurança, mesmo quando o terreno muda.
As decisões iniciais ainda não mostram resultados imediatos, mas determinam tudo o que vem depois. Escolher bem o caminho, planejar detalhes e manter constância são atitudes que transformam jornadas desafiadoras em uma experiência mais segura, equilibrada, sustentável ao longo do tempo e que nos permitem chegar mais longe, juntos.
Escolha da Trilha
Toda jornada começa com uma escolha consciente.
Antes do primeiro passo, é preciso entender qual trilha faz sentido: seu nível de dificuldade, seus desafios e o objetivo da caminhada.
Não avaliar as possibilidades pode tornar o percurso mais desafiador do que o necessário. A reflexão antes da partida permite trilhar um caminho com mais consciência e menos arrependimentos ao longo do tempo.
O ano de 2025 foi marcado por importantes conquistas para a FASC. Mais do que resultados, trilhamos uma jornada de transformação e evolução!
Neste ano, mais do que nunca, essa jornada percorreu diversas unidades da BAT Brasil e alcançou ainda mais pessoas por meio dos canais digitais, mantendo firme o compromisso que cultivamos há mais de três décadas: cuidar do futuro dos nossos participantes.
É com satisfação que a Diretoria apresenta o Relatório Anual de 2025, cujo principal objetivo é reforçar a transparência e reconhecer as ações desenvolvidas pela Fundação ao longo desse período. Entre os destaques do ano, celebramos o lançamento da nova identidade visual, assim como o novo site institucional, mais moderno, intuitivo e alinhado às necessidades dos nossos públicos.
Outro marco relevante foi a reformulação do regulamento do Plano CD, a qual implementou atualizações pioneiras, que proporcionaram mais flexibilidade e aderência às melhores práticas de mercado.
No campo dos investimentos, os resultados alcançados ao longo de 2025 superaram, em grande parte, seus respectivos benchmarks e geraram ganhos reais expressivos acima da inflação, refletindo a solidez da nossa estratégia e a consistência da gestão da Fundação.
Esse desempenho foi acompanhado pelo êxito na auditoria realizada pela PREVIC, reforçando a governança e a conformidade dos nossos processos. Encerramos o período com um patrimônio de R$ 2,2 bilhões e 4.232 participantes, entre ativos e assistidos.
Seguimos convictos de que ninguém avança sozinho. Por isso, na FASC, cada passo é dado com foco no bem coletivo dos nossos participantes, fortalecendo o caminho para chegarmos cada vez mais longe #juntos.
Planejamento da Rota
É preciso saber como chegar.
Mapas, sinalizações e rotas alternativas existem para orientar decisões antes da caminhada. Planejar a rota significa antecipar riscos, calcular o tempo e identificar pontos que exigem mais atenção.
O planejamento não elimina imprevistos, mas reduz impactos e evita
desvios que podem custar tempo e esforço ao longo do caminho.
Preparação física e técnica
O preparo acontece antes do primeiro passo.
Condicionamento físico, conhecimento técnico e respeito aos limites do corpo são construídos com disciplina e constância. A verdade é que ninguém começa pronto. Estar preparado é um processo contínuo.
Pequenas evoluções, feitas ao longo do tempo, sustentam jornadas mais consistentes e permitem avançar com mais confiança e segurança.
O ano de 2025 foi marcado pelo início do novo governo americano. Já no final de 2024 havia muita incerteza sobre como os mercados reagiriam às promessas de campanha de Donald Trump, especialmente no que dizia respeito às relações comerciais entre os Estados Unidos e outros países. Esse cenário elevou a aversão ao risco nos últimos meses de 2024, o que resultou em desempenho bastante negativo dos ativos de risco brasileiros, em especial da renda variável e dos juros pré-fixados.
Em 2025, esse movimento começou a se reverter. Já em janeiro, o mercado passou a esperar uma postura mais branda do novo governo americano em relação às tarifas, algo que não se confirmou após o anúncio das medidas no chamado “Liberation Day”. Ainda assim, a maior preocupação dos investidores era com uma possível forte valorização do dólar em relação às demais moedas, o que também não se concretizou. O que se observou foi justamente o contrário: ao longo do tempo, mesmo após o anúncio e os ajustes das tarifas, o dólar acabou se desvalorizando frente à maior parte das moedas, com destaque para as moedas de países emergentes, incluindo o Real. Esse movimento favoreceu a migração de recursos de mercados desenvolvidos para mercados emergentes, beneficiando de forma importante as bolsas desses países.
No Brasil, a valorização do Real em relação ao dólar ajudou a aliviar a inflação, contribuindo para um processo de realinhamento das expectativas, apesar da manutenção dos riscos fiscais, que ainda seguem no radar. Com a queda da inflação corrente e a melhora nas expectativas, o mercado passou a enxergar com mais clareza a possibilidade de o Banco Central iniciar um ciclo de redução dos juros. Além da entrada de recursos estrangeiros na bolsa local, cresceu a expectativa de cortes da taxa Selic ao longo de 2026, o que levou à queda das taxas de juros pré-fixadas em diversos prazos. A atuação do Banco Central, que manteve inalterada a taxa Selic e adotou uma comunicação firme e focada na importância de consolidar esse processo de reancoragem das expectativas de inflação, foi bem recebida e contribuiu para maior confiança na redução das taxas de prazo mais longo.
Assim, 2025 foi um ano marcado por eventos relevantes no cenário internacional e doméstico, mas que, ao final, trouxeram ventos mais favoráveis para os mercados, permitindo uma recuperação important dos principais ativos de risco brasileiros.
Como já é de conhecimento geral, teremos eventos políticos importantes tanto no Brasil quanto no exterior. No Brasil, ocorrerão as eleições presidenciais e, nos Estados Unidos, as eleições para o Congresso e o Senado (as chamadas midterms). Também merece destaque a esperada troca de presidente do Federal Reserve, o principal banco central do mundo, cuja relevância aumentou diante da pressão que o presidente americano vem exercendo sobre o atual presidente do FED, Jerome Powell.
Apesar de ser difícil antecipar, com precisão, os resultados e os impactos de todos esses eventos, o que se observou até este início de ano foram ventos favoráveis para os ativos de risco brasileiros.
No cenário doméstico, as expectativas de mercado têm se mostrado mais positivas. A pesquisa Focus do Banco Central, que consolida as projeções de diversos participantes do mercado, indica atualmente: (i) expectativa de afrouxamento monetário relevante em 2026, com estimativa de redução de 2,75 pontos percentuais na taxa Selic ao longo do ano; (ii) continuidade da queda da inflação, com projeção de IPCA em torno de 4% em 2026, abaixo dos 4,83% de 2024 e dos 4,26% registrados no ano passado. Além disso, as expectativas de inflação de longo prazo vêm recuando de forma consistente, reflexo principalmente da postura firme do Banco Central e de dados de atividade econômica mais fracos.
No cenário externo, o ambiente também tem sido, até o momento, favorável para os ativos brasileiros. Apenas em janeiro, assistimos a três acontecimentos relevantes: a captura do líder venezuelano Nicolás Maduro pelo exército americano; manifestações intensas da população iraniana contra o governo local; e novas ameaças do presidente americano em relação à Groenlândia, território pertencente à Dinamarca, país membro da Otan. Apesar da relevância desses fatos, os efeitos nos mercados foram positivos. A captura de Maduro, acompanhada da sinalização de aumento da produção de petróleo na Venezuela por empresas americanas, pressionou o preço do petróleo para baixo, o que ajudou a reduzir a inflação global. Ao mesmo tempo, as novas tensões diplomáticas envolvendo os Estados Unidos contribuíram para mais uma rodada de desvalorização do dólar em relação a outras moedas. Tanto a queda do preço do petróleo quanto a desvalorização do dólar costumam ser fatores positivos para a inflação no Brasil. Além disso, a perspectiva de valorização das moedas de países emergentes, favoreceu a migração de recursos para esses mercados, contribuindo para a queda das taxas de juros e a valorização das bolsas.
Esse quadro externo, contudo, sofreu mudança relevante a partir do fim de fevereiro, com o início da guerra entre Estados Unidos e Israel, de um lado, e Irã, de outro. O conflito, que teve como estopim uma ofensiva conjunta americano-israelense sobre o território iraniano, trouxe como principal consequência econômica o bloqueio do Estreito de Ormuz pelo regime iraniano – rota por onde passa cerca de um quinto do petróleo mundial e parcela significativa dos fertilizantes comercializados no planeta. A reação dos mercados foi imediata: o barril do tipo Brent, que encerrou 2025 em patamar próximo a US$ 70, ultrapassou os US$ 100 e, em momentos de maior tensão, superou os US$ 110, configurando o choque mais relevante no fornecimento global de energia desde a crise dos anos 1970.
Os desdobramentos desse evento tendem a reverter parte dos vetores positivos observados no início do ano. A alta do petróleo pressiona, em primeiro lugar, os preços dos combustíveis, com impacto direto sobre o diesel – insumo crítico para o Brasil. A partir do diesel, o choque se propaga pela logística, encarecendo o frete rodoviário e, por consequência, os alimentos e os bens industrializados em geral. Sobre esse canal se soma o encarecimento dos fertilizantes, insumo essencial para o agronegócio brasileiro, reforçando a pressão sobre os preços dos alimentos. Há, portanto, risco concreto de interrupção do processo de desinflação observado em 2025, com possível revisão altista nas projeções de IPCA para 2026, a depender da duração do conflito e do tempo de normalização do fluxo pelo Estreito de Ormuz.
No plano da política monetária global, o choque impõe um dilema adicional aos bancos centrais. Diferentemente de episódios anteriores, em que havia espaço para acomodar choques de oferta com afrouxamento monetário, o cenário atual combina inflação ainda acima da meta em diversas economias e juros já em patamares elevados, o que reduz a margem de manobra das autoridades monetárias. Nos Estados Unidos, dirigentes do Federal Reserve têm sinalizado postura de cautela, mantendo a política monetária "bem-posicionada para esperar e ver" os efeitos do choque sobre a inflação, que tende a rodar acima do inicialmente projetado para 2026. No Brasil, o Banco Central, que vinha construindo as condições para iniciar o ciclo de queda da Selic, pode ser levado a adiar ou moderar esse movimento, caso o choque externo se mostre persistente e contamine as expectativas de inflação. Em contrapartida, a eventual superação relativamente rápida do conflito – com reabertura do Estreito de Ormuz e acomodação dos preços do petróleo – tenderia a devolver ao cenário boa parte dos fundamentos favoráveis observados no início do ano.
Embora seja sempre difícil prever o comportamento do investidor global, a mensagem que se observa até o momento é que, apesar da importância dos eventos políticos futuros, em especial as eleições no Brasil, esses temas têm ficado em segundo plano frente às movimentações de ativos com grande peso para a economia mundial, como o petróleo e o dólar.
Em resumo, o ano de 2026 deverá ser marcado por elevado nível de incerteza, em especial no campo político, tanto no Brasil quanto no exterior. Esse quadro naturalmente pode gerar períodos de maior volatilidade nos mercados. Por outro lado, o cenário atual combina inflação em trajetória de acomodação, perspectiva de redução de juros e um ambiente externo que, até aqui, tem favorecido países emergentes como o Brasil. Esse pano de fundo, embora sujeito a mudanças, indica que, mesmo em meio às incertezas, há espaço para a continuidade de um ambiente relativamente positivo para os ativos locais no médio e longo prazos.
Equipamentos essenciais
Escolhas certas trazem segurança ao longo do caminho.
Organizar a mochila exige critério: levar o essencial, priorizar funcionalidade e pensar na proteção necessária para cada etapa do percurso. Lembrando sempre que o excesso pesa e a falta compromete.
Equipamentos adequados oferecem suporte para enfrentar os desafios com mais estabilidade. Sendo assim, boas escolhas feitas hoje ajudam a proteger o amanhã.
Condições climáticas e do terreno
O caminho muda, e é preciso estar atento.
Clima e riscos naturais influenciam diretamente a experiência da trilha. Observar o ambiente permite adaptar estratégias e ajustar expectativas.
Nem tudo está sob controle, mas a capacidade de leitura e adaptação é fundamental. Cenários se transformam, exigindo atenção contínua e decisões conscientes.















Início da Caminhada
Começar é diferente de planejar.
Os primeiros passos pedem atenção redobrada. Ajustar o ritmo, observar o entorno e sentir o próprio corpo fazem parte dessa fase inicial.
É no início da caminhada que o planejamento encontra a realidade. Dar o primeiro passo coloca o tempo em movimento e transforma intenção em ação. Quem não começa, não avança
Em atendimento a CNPC nº 62/2024, os indicadores de gestão são métricas mínimas obrigatórias que as Entidades Fechadas de Previdência Complementar (EFPC) precisam acompanhar para avaliar, controlar e dar transparência à gestão administrativa dos planos de previdência.
Navegação e orientação
Mapas, bússolas, GPS e sinalizações ajudam a manter o caminho certo durante a trilha, especialmente quando surgem bifurcações e mudanças inesperadas no percurso.
Além de planejar antes de sair, é preciso acompanhar o trajeto enquanto ele acontece. Ajustes feitos durante o caminho ajudam a corrigir rotas, evitar desvios maiores e manter o avanço alinhado ao objetivo.
Gestão do esforço e segurança.
Manter um ritmo sustentável, respeitar pausas, hidratar-se e prevenir riscos são atitudes que preservam energia e segurança.
Avançar sem consciência pode comprometer toda a caminhada. A sustentabilidade do percurso está na capacidade de equilibrar esforço e cuidado, garantindo continuidade ao longo do tempo.
Acesse a auditoria independente executada pela KPMG em relação às demonstrações contábeis da FASC.
Superação de obstáculos
Em toda trilha, há trechos mais exigentes. Subidas íngremes, terrenos instáveis e o cansaço fazem parte do percurso e colocam à prova o preparo e a capacidade de adaptação.
Nesses momentos, resiliência e preparo fazem a diferença. Obstáculos não anulam a jornada — ao contrário, eles reforçam a importância do cuidado, da leitura do cenário e da persistência para seguir avançando com segurança.
Reconhecendo o esforço
Ao chegar ao destino, é possível olhar para o percurso com mais clareza e reconhecer o impacto de cada escolha feita ao longo do caminho. Nada acontece por acaso: todas as decisões e os ajustes realizados contribuíram para o resultado alcançado. A conquista está na consciência do processo.
O Comitê de Investimentos é um fórum de assessoramento da Diretoria Executiva com o objetivo de analisar e monitorar a gestão de investimentos e propor ações para otimizar ativos e ganhos, minimizar riscos e aprimorar a gestão de Investimentos.
A gestão dos investimentos do Plano BD da FASC constitui-se de portfólio de imunização que tem estilo de gestão passivo, utilizando títulos públicos federais para tal fim, conforme estudo técnico de Asset Liability Management (ALM). O estudo técnico subsidia a Política de Investimento em suas respectivas macro alocações, definindo alvos e bandas, que são seguidas pelos gestores de recursos. A gestão de ativos é terceirizada integralmente, sendo realizada pelo Santander Asset Management.
A gestão dos investimentos do Plano CD da FASC constitui-se de perfis de investimento que tem estilo de gestão ativo, utilizando fundos de investimento no segmento de renda fixa, renda variável, multimercados e investimento no exterior, conforme estudo técnico de Fronteira Eficiente que subsidia a Política de Investimento em suas respectivas macro alocações, definindo alvos e bandas, que são seguidos pelos gestores de recursos. A gestão de ativos é terceirizada integralmente.
Celebrar as conquistas.
Chegar ao fim do percurso confirma que o esforço valeu a pena. É o momento de usufruir da conquista e sentir orgulho das decisões que sustentaram essa vitória.
Celebrar é importante para fortalecer a confiança e cria base para novos avanços. Ao valorizar as conquistas alcançadas, seguimos com mais motivação e segurança para as próximas jornadas.